
A retomada do debate no Congresso Nacional sobre o controle do Senado em operações de crédito externo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) recoloca em evidência um tema sensível: a transparência e a responsabilidade na aplicação de recursos públicos brasileiros fora do país. Nesse cenário, ganha destaque a atuação do senador Zequinha Marinho, autor de uma proposta que amplia o papel do Senado na fiscalização dessas operações.
Debate reacendido no Congresso
A discussão voltou à pauta após a divulgação de dívidas acumuladas por países como Venezuela e Cuba com o BNDES. Esses financiamentos foram concedidos para obras de infraestrutura executadas por empresas brasileiras no exterior, mas parte significativa dos valores permanece em atraso. O caso reacendeu questionamentos sobre critérios de concessão, garantias oferecidas e riscos assumidos pelo Brasil.
Diante disso, parlamentares passaram a defender maior controle institucional sobre esses empréstimos, que atualmente são conduzidos majoritariamente pelo Poder Executivo. A proposta em discussão busca justamente equilibrar esse processo, incluindo o Senado nas decisões.
O projeto de Zequinha Marinho
O senador Zequinha Marinho é autor do Projeto de Resolução do Senado nº 34/2021, que determina que operações de crédito externo com participação da União — especialmente aquelas realizadas pelo BNDES — só possam ocorrer com autorização prévia do Senado Federal.
Na prática, isso significa que financiamentos internacionais passariam por uma análise mais ampla, com debate político e institucional. A proposta já está pronta para votação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) desde 2023, aguardando apenas inclusão na pauta.
Recentemente, o senador reforçou o pedido para que o projeto avance, evidenciando sua articulação e empenho na condução do tema.
A principal justificativa da proposta é fortalecer a transparência e a responsabilidade no uso de recursos públicos. Segundo Zequinha Marinho, o Senado já exerce papel semelhante em outras operações financeiras, como empréstimos com garantia da União, e deveria ter a mesma prerrogativa no caso dos financiamentos internacionais do BNDES.
A medida busca evitar decisões concentradas no Executivo e ampliar o controle político sobre operações que envolvem bilhões de reais e impactos internacionais.
Governo e retomada de financiamentos
Apesar das críticas, o governo federal tem sinalizado interesse em retomar o financiamento à exportação de serviços de engenharia, permitindo que empresas brasileiras participem de obras no exterior. A medida é vista como uma estratégia para estimular a economia e gerar empregos.
No entanto, críticos alertam que, sem controle adequado, o país pode repetir erros do passado. Nesse contexto, a proposta de Zequinha Marinho surge como um mecanismo de equilíbrio: não impede os financiamentos, mas estabelece uma camada adicional de fiscalização.
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